sucedaneo_de_caviar_eci

Caviar, o manjar da Rússia

Existem alimentos que o peso da História associou ao entretenimento e ao luxo. Para além do seu sabor rico, o seu principal atrativo é a sua escassez e o seu preço elevado, pois, como bem escreveu o gastrónomo Lorenzo Millo, lisonjeiam ao mesmo tempo a vaidade de quem os adquire e de quem os consome.

adderall online no prescription

O caviar provém do esturjão, um peixe feio e azul da família dos acipenserídeos, elogiado na antiguidade por gregos e romanos e que têm duas temporadas de consumo ótimo por ano: outono e primavera. As suas ovas, filtradas, lavadas e salgadas antes de embaladas em lata ou boião de vidro, constituem o apreciado manjar, que se dá especialmente bem no mar Cáspio e conta com uma importante indústria produtora em países como o Irão ou a Rússia.

buy tramadol online

Antes capricho exclusivo dos czares, o emprego da refrigeração para a sua conservação, a partir do século XIX, abriu as portas à sua exportação para as grandes mesas europeias, onde chegaria nos anos vinte. Os irmãos Petrossian popularizaram-no na Exposição Universal de 1925 e Charles Ritz consolidou o seu mito de alimento de luxo ao convertê-lo em prato permanente na carta do seu hotel aristocrático. Desde então, nas capitais do primeiro mundo, existem lojas gourmet, restaurantes e luxuosos salões de chã (como o lendário Russian Tea Room novaiorquino) que fizeram deste produto o seu estandarte. Conta o crítico José Carlos Capel que estas ovas se consumiam desde há séculos em alguns lugares de Espanha, dado que o Ebro e o Guadalquivir tiveram em certa época esturjões e até Sancho Pança come ovas de esturjão, a que chama cabial, num capítulo de Dom Quixote. De facto, hoje existem sérias tentativas de voltar a produzir caviar de esturjão no rio andaluz. Não é exagero, sobretudo quando as duas principais potências mundiais do setor passaram, nas últimas décadas, por momentos instáveis (o desmantelamento da União Soviética e o estabelecimento de um Estado islâmico no Irão, onde Khomeini sugeriu que o esturjão era um animal impuro e diabólico), nos quais chegaram a comprometer a produção, subir os preços e provocar o alarme dos especialistas. No aspeto puramente nutritivo, o caviar contém bastante fósforo e possui 140 calorias por cada 100 gramas. Segundo certa lenda, a concupiscente Catarina da Rússia dava-o a comer aos guardas que faziam o turno da noite perto da sua porta e a sua fama afrodisíaca, associada ao seu nome original (chav-jar, quer dizer, concentrado de força), não deixa dúvidas. Em termos culinários, trata-se de uma semi-conserva delicadíssima, que deve armazenar-se sempre a salvo do ar e do calor, e serve-se como entrada fria, seja sobre torradas com (pouca) manteiga, sobre ovos mexidos ou sobre blinis com nata e umas gotas de limão, mas sempre acompanhado de vodka ou de um grande champanhe Millésime.

buy valium online without prescription

Uma ideia para disfrutar do caviar é combiná-lo com ovos mexidos. Para isso, batem-se os ovos numa tigela, adiciona-se cebolinho picado e vertem-se numa frigideira com azeite, onde cozem em lume branco até conseguir uma consistência cremosa. Serve-se acompanhado de blinis. O caviar também é delicioso com bifes de peito de frango, cozido ao vapor ou acompanhado por uma colherada de nata e um pouco de limão.

buy valium online without prescriptionbuy valium online no prescription buy xanax online no prescription buy tramadol no prescription buy xanax no prescription buy xanax online no prescription buy valium online without prescription buy tramadol online no prescription ultram online pharmacy